domingo, 23 de janeiro de 2011

Hate/Love

O meu ódio vai crescendo,mas as tuas palavras levam-me sempre ao perdão...
Amiga?Já nem isso sei se és, mas mesmo assim continuo cá.
''Figura de parva'', sem dúvida deve ser o que ando a fazer.

carf.

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Crua Carne

Grama a mais...
Cala-te com...

Vivo perto, de morrer é certo magro
Nediez obsessiva
Não como vivo o meu Irmão

Bem sei, Gordo estou tão bem
A crua carne vem...
Olha p'ra mim
Dentro de...

Vício excessivo
Aparência supera o génio
Em fútil meio sinto
Hoje há alguém p'ra dizer...

Bem sei, Gordo estou tão bem
A crua carne vem...
Olha p'ra mim
Dentro de mim
Olha...

Tanto que há p'ra dizer
Na imagem que te agonia
Gordura existe em quem não vê
O belo ser, que te sorria.

Gordo estou tão bem
A magra carne vem...
Olha p'ra mim
Dentro de mim
Olha...

Filipe Pinto


Não podia deixar de pôr isto aqui, sem dúvida que está aqui uma grande mensagem, Obrigada Filipe!Continua!

sábado, 15 de janeiro de 2011

Só às vezes

Ás vezes era giro se em vez de rirmos para as cameras ríssemos para a vida… ás vezes era giro se em vez de esperarmos pelo flash fizessemos o nosso próprio retrato… ás vezes era giro se em vez de pensar agíssemos… ás vezes era giro…

carf.

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Irreconhecível

As lágrimas caiam-me pelo rosto, como pequenas gotas de chuva nas manhãs frias de inverno. A minha pele estava fria e intacta e os meus olhos encontravam-se vazios.
O meu olhar não estava ali, não interessava o que se passava naquele lugar, o meu olhar estava em mim, na pessoa em que me tinha tornado.
Era impossível, ou talvez improvável, aquela não podia ser eu. Uma rapariga fria e revoltada, rodeada de medos. Onde estava a alegria do meu olhar? A doçura da minha voz? A grandeza dos meus sonhos? Onde estava eu?
Ali, era ali que eu estava. O olhar brilhante tinha dado lugar ao vazio; a voz doce era agora pura arrogância; os sonhos tinham desaparecido por completo e agora só importava o presente; toda a minha pele transpirava revolta; e escondido por de trás de tudo isto encontrava-se o meu coração. Tocar-lhe era quase impensável, encontrava-se duro, atrevo-me a dizer que mais duro que a mais dura das pedras, estava gelado como se tivesse sido colocado na mais fria arca…
As lágrimas continuavam a cair, impedindo-me praticamentede ver para lá do gelo, de observar o que se escondia em tão duras paredes, o que estava para lá das aparências.
Inesperadamente, não era amor e muito menos ódio, era medo.
O medo de tudo, daquilo que fiz e do que não fiz, das palavras e do silencio, das pessoas e dos objectos, do passado, do presente e acima de tudo do futuro. O medo, o medo de tudo.
Por mais que muitos pensassem que era forte e que superava qualquer coisa ali estava a prova que todos estavam errados, tinha-me tornado na pessoa mais fraca que pudessem imaginar.
Agora, olhar para mim era o mesmo que olhar para um desconhecido e encontrar as causas de tudo isto era mergulhar no passado.
Todas as palavras duras e cruéis que me foram atiradas, todas as que juraram amizade e acabaram sempre a magoar e agir como cínicas, a falsidade de tudo o que me rodeava… as vezes sem conta em que tinha ficado calada, fingindo nem ouvir, sofrendo por dentro  e acumulando dia após dia…
Era por isto que tinha nascido o novo eu, tinha criado um refúgio e agora já não mais acreditava, já não mais chorava, já não mais ficava calada… não interessava se magoava ou não, simplesmente não podia ser a única a sofrer. Cada um, à minha maneira, havia de sentir na pele a dor da frieza da minha voz, da arrogância do meu ser.
Eu não sou esta pessoa, mas também não posso ser aquela que era, por enquanto e ate perceberem que eu também tenho sentimentos talvez continue assim, por mais que isto custe porque eu não sou assim.
A verdade é só uma, ontem sofria porque me calava, hoje sofro por não me calar, amanha espero saber encontrar maneira de não sofrer.


carf.