quinta-feira, 12 de julho de 2012

Robots Perfeitos


O mundo faz de nós robots, sim robots!
Desde pequenos temos de ser perfeitos; comer a sopa toda, não nos sujarmos, dormir a horas e não fazer birras para conseguirmos alguma coisa…
Vamos crescendo sempre com a ideia da perfeição, o certo é ter boas notas, ser magro, alto e bonito…Ser o elemento mais popular e ter um grupo de amigos maior que o dos outros…Mas, o ser humano não é perfeito… Eu não sou perfeita, tu não és, ninguém o é e a tentativa de o ser só leva à frustração…Um dia acordamos e à nossa volta há um mundo de dor, sofrimento, desilusão e angustia. Nós não passamos de maquinas da sociedade programados para agir de certa forma e ser  crucificados a cada erro. Perdemos o rumo à vida, e a perfeição que nos ensinaram não existe, as forças necessárias a combater as fraquezas não foram criadas e as lagrimas percorrem o rosto, não por tristeza, não por desilusão, mas sim por revolta sabemos que quem vem a seguir a nós vai passar pelo mesmo, porque os erros que cometeram ao protegerem-nos, a ideia da perfeição sem adversidades, já nós transmitimos a alguém que transmitirá a outro e outro…no fundo não passamos de robots a criar robots.

carf.

quinta-feira, 28 de junho de 2012

Perdida

Perdida na noite entre um turbilhão de emoções…
No coração bate a raiva da derrota, do sofrimento que nunca acaba bem, da injustiça do jogo, da crueldade das vozes humanas…
Na cabeça está o nó que a acompanha à semanas, por breves momentos esquece…ilude-se com um jogo, um concerto ou uma breve conversa, mas depois tudo volta… Não sei explicar o que se passa, ou mesmo se se passa alguma coisa…
É como que um paradoxo, por um lado sinto necessidade de recuperar coisas que me fazem falta, mas por outro o sentimento mais forte é a necessidade de esquecer tufo, começar de novo e bem longe, onde nada nem ninguém do passado faça sentido.
Tantas vezes isto me passa pela cabeça, porque será? Porque é que tantas vezes quero esquecer aquilo que tenho?
Talvez eu só necessite de novas experiencias, talvez nada tenha de ser deixado, talvez só precise de uma pausa na minha vida para escolher a melhor opção…
No entanto, a vida não tem pausas, o meu cérebro continuará um nó, o meu coração entre eufemismos e hipérboles de sentimentos e eu com mil e uma opções para tomar…

carf.

segunda-feira, 25 de junho de 2012

Três anos depois...

Dei por mim a rir sem sentido, ironicamente estava a voltar a escrever e o calendário ao meu lado dizia que estava a fazer três anos que tudo tinha começado.
À três anos tinha escrito um dos meus primeiros textos assinados por ‘’carf’’ e começava aí uma paixão improvável, eu e as letras desabafávamos horas e horas sem termos de nos justificar.
Indirectamente és tu a razão dos três anos, indirectamente foi graças a ti que comecei a escrever, tu que durante três anos tens feito parte de mim, hoje perto e amanha demasiado distante para o meu coração entender, mas tens sido sempre tu.
De maneira inexplicável apareceu um ‘’nós’’ que as letras uniram, mas que a insegurança e ambição do ser humano separaram e hoje não é mais do que um ‘’eu’’ e um ‘’tu’’.
Custa acreditar que te perdi, que nada será como foi, mas na vida tudo tem um tempo e talvez o nosso tenha passado ou quem sabe ainda nem tenha chegado e tudo isto seja apenas uma aprendizagem.
A verdade é que passados três anos, depois de uma longa paragem, o gosto voltou a despertar em mim, talvez não seja mais um acaso da vida, mas sim a prova que nada acontece por acaso.
Em cada letra que escrevo volto a pensar se não estarei eu novamente a desabafar com o papel, por sentir que não posso desabafar contigo, a verdade é que as saudades que eu sentia de escrever são as saudades que sinto de ti, do nós.


Quem sabe se um dia não me irei rir sem sentido porque te voltei a ter por perto.

carf.
 

sábado, 23 de junho de 2012

O regresso...

Há um tempo em que temos de partir, mudar o ritmo, os costumes e a rotina...
Mas não há nada como voltar a ''casa'' ao nosso cantinho...
Hoje é o dia de voltar a este cantinho!

Carf.