terça-feira, 30 de julho de 2013

Realidade

Os dias passam e na realidade não sei bem o sentido de tudo isto. Incertezas, medos, emoções baralhadas e a felicidade que teima em não se apoderar de mim.
Sinto que não devia perder tempo, que a vida são dois dias, mas o meu espirito impede-me de ganhar forças e mudar, inseguranças atrás de inseguranças.
Estar aqui ou ir viver a vida é uma incógnita, sei que se for vou sentir-me bem por fazê-lo, mas ficar parece tão mais adequado.
A vida é um caus e cada vez sei menos como ultrapassar, uns dias tenho forças para o que der e vier, sinto-me capaz de mudar o mundo desde que assim o queira, mas logo uma nuvem acaba por cair sobre mim e algo inesperado me tira as forças de novo e pergunto-me, vezes sem conta, será possível?, não teremos direito a ser felizes? ,Não será hora de parar de nos acontecer tudo?
O mundo passa a vida a desabar e por mais que eu queira pensar que não se passa nada de especial, que há casos piores, custa, custa sentir que não podemos viver a vida sem estar sempre a ser postos a prova.
Tento ser forte, fingir que é tudo normal, mas eu não sou capaz e  o meu interior rebenta, fica sem saber o que fazer, perco a coragem e a vontade de viver, os sonhos vão-se e  a vida é o que Deus quiser. Toda a confiança que tenho em mim vai-se perdendo, tal como me sinto perdida e no fundo só pedia para que a vida fosse normal, para não ter de passar a vida a tentar não errar, não causar problema. Mas porra eu quero sonhar, viver, arriscar… no entanto eu penso sempre mil vezes antes de agir…talvez seja esse o problema…

Ou então um dia vou perceber que tudo valeu a pena.

carf.

quinta-feira, 13 de junho de 2013

Recordar é viver!

Dás por ti no teu quarto. Sim, no TEU quarto, aquele que cheira a ti, em que cada pedaço é a tua história e cada foto bocados de ti.
Aqui estás tu, talvez de férias, talvez de regresso por uns meses, sem saber bem o que vai acontecer daqui para a frente, tens uma única certeza, de momento recordar é viver.
Só estás aqui porque até hoje estives-te a quilómetros, no lugar ao qual podes chamar recomeço. Lá ressuscitas-te deixas-te de ser o que eras e passas-te a ser o que és, cresces-te, aprendes-te, superas-te medos e mudas-te o teu sentido de amizade.
Um ano mudou-te completamente, não sabes bem porquê mas tua vida passou a ter pequenas coisas que realmente fazem sentido. Pisar aquela cidade fez de ti mulher, ensinou-te a sorrir e a viver cada dia, fez-te acreditar que os amigos existem e que podem ser as pessoas mais improváveis de sempre.
Amigos, aquela palavra que agora dizes sem medo, na qual acreditas e esperas continuar a acreditar, vindos de cada canto, cada um à sua maneira, tornaram-se bocados de ti. Na verdade, talvez não o saibam, nem o percebam mas são a razão pela qual Coimbra faz sentido. O curso é o que escolhes-te, a cidade aquilo que sonhavas, o espirito académico indescritível, mas os amigos, esses são o improvável aquilo que jamais podes definir mas que te fazem ganhar força para continuar quando nem eles sabem isso.
Gostavas que cada um deles soubesse, que independentemente do amanha, ninguém mudará o que significaram para ti este ano. Não és a má pessoa que pensam, não tens o mau feitio que pensam que tens, não és tão forte como pensam que és. Tens medos, choras facilmente e preocupas-te muito com as pessoas sem que elas se apercebam, mas a vida muda-nos e ensina-nos que por vezes é mais fácil criarmos mascaras e coletes de forças só esses nos ajudaram a superar a crueldade da vida sem que nos magoemos a cada dia.
Por isso, obrigada Patrícia pelo teu mau feitio, pela tua casmurrice, por termos partilhado um semestre com todos os nossos defeitos e diferenças… Joana, por seres uma mãe galinha, por não me deixares dormir e por lá estares sem dares por isso… Micael, por me irritares a toda a hora, por seres essa força vida… Vanessa, por seres imprevisível, pela lágrima fácil e pela tua energia contagiante… Joana Julião por cada vez que nos desmanchámos a rir sem ser suposto e Flávio obrigado por conseguires ser realmente importante apesar de tudo o que fazes para me irritar. Obrigada aos seis, por serem vocês mesmos, por me aturarem e por me ajudarem a perceber que os amigos existem. Obrigada Clara pela madrinha que és, por me ajudares a viver Coimbra… E Obrigada Rute por teres lá estado desde o primeiro momento.
Se Coimbra acabasse hoje, Levava-vos comigo p’ra vida.
Mas, Coimbra não acaba, nunca acabará… isto é só um pequeno intervalo.


Carf.

sexta-feira, 5 de abril de 2013

Tu és assim


E inacreditavelmente o inacreditável acontece. Não é perfeito, mas tu também não o és. Ris, pensas, paras, choras e no fim só queres que o sonho se torne realidade. Lutas com todas as tuas forças contra ti, contra o que sentes, contra o que está gravado em cada traço teu mas no fundo só queres sentir-te bem apertada nos seus braços, como se não houvesse amanhã. O toque deixa de ser o maior problema no mundo e passa a ser o que melhor te faz. Tu és assim, estranha, a pessoa mais estranha que conhecem, ninguém te percebe nem deixas que o façam.. és o mistério dos mistérios, os teus sentimentos estão guardados como sempre e jamais te revelas, porquê? Sempre o porquê… A verdade é que tu és assim, nasceste assim e serás assim, mas no fundo… No fundo só queres falar, libertar-te, se tiver de ser irás chorar, passando por risos de ti mesma e no fim, no fim que venha um abraço, um estou aqui.

carf.