segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Melhor Amigo/a

O mundo insiste em juntar a palavra ‘’melhor’’ com a palavra ‘’amigo/a’’ e eu continuo sem perceber esta junção.
Desde pequenos que nos habituamos a usar este termo, mas raramente pensamos nele, esquecemo-nos de que estamos a perder a essência da palavra ‘’amigo’’.
Na palavra ‘’amigo’’ está tudo, está a partilha, a confiança, o amor, o sentimento, a verdade, em uma só palavra estão milhões de sentimentos, é das palavras mais puras e verdadeiras que existe, mas como tantas outras coisas, acabamos por torná-la banal.
Hoje, qualquer um é nosso amigo, basta conhecê-lo, para distinguir este ou aquele que passa mais tempo connosco ou que nos atura tudo, juntaram-lhe o melhor.
A verdade é só uma, não há piores nem melhores, há amigos! E por muito que custe ouvir isto, não vale a pena negá-lo. Aqueles que consideramos melhores amigos, se for por serem os que estão lá, os que nos ouvem, aqueles em quem confiamos, os puros, então esse são os nossos amigos, todos os outros não são mais que meros conhecidos.
Sim, todos temos o direito a chamar às pessoas aquilo que queremos (dentro de certos limites), mas por vezes ao fazê-lo estamos a banalizar palavras, estamos a esquecer o sentimento, magoamos pessoas. ‘’Pessoas’’, é isto que não podemos esquecer, estamos a falar de pessoas, pessoas como eu e como tu, que só precisam de um amigo, não pedem mais do que isso.
Talvez da próxima vez, que dissermos um ‘’olá’’ a alguém, pensemos que não é esse ‘’olá’’, que vai fazer com que seja nosso amigo, e que todos os outros a quem dizemos ‘’olá, tudo bem?’’ sejam nossos melhores amigos! A amizade é muito mais que isto, e não precisamos de ter melhores amigos, chega-nos amigos, amigos verdadeiros e puros!

Ninguém pede um Melhor Amigo/a, chega-nos um/a verdadeiro/a Amigo/a!


carf.

sábado, 20 de agosto de 2011

Desilusão

Acreditar, acreditar e acreditar, não pensamos em mais nada, iludimo-nos com histórias que não são nossas, ajuda-mos sem questionar...
Há um sorriso, que nos faz ir mais longe, há uma lagrima que nos faz ajudar e à uma palavra que nem sempre nos dá felicidade...
Amizade, devia significar verdade, amor, confiança e tantas outras coisas que pensamos ser reais. Mas não, nem sempre é assim, nem sempre os campos são verdes e o céu azul, a perfeiçao nao existe e só acredita nela os tolos...
Sim, até posso ser tola, eu acreditei mas hoje assumo que sou, hoje sei o que é a desilusão.
Era feliz com as tuas palavras, era feliz ao teu lado, em ti confiava e em mim podias confiar e de um momento para o outro o que resta? os meus olhos têm desilusão escrito neles e o meu coração tristeza por tudo ter sido assim...
Não acredito que tudo tenha sido uma mentira, que a amizade nao tenha existo, acredito sim que algo a destrui, que algo mudou...
Tantas vezes falam em desilusão, com rancor no olhar e na mente o desejo de esquecer...tantas o vezes as verdades destroiem o ser e este deixa de acreditar..
É como se nos dessem uma facada, como se nos dissessem que tudo em que acreditamos era uma ilusão...
Muda-mos a nossa personalidade, olhamos para tudo com raiva e a nossa mente,só sabe dizer ''hás-de paga-las'', tornamo-nos pessoas frias e insensiveis, tudo por culpa de um ser que nos destrui a nossa maior base, a amizade!
Mas, nem tudo é mau no fundo CRESCEMOS, aprende-mos que não nos devemos agarrar a nada a 100%, aprende-mos que o mundo não é perfeito, não existem pessoas perfeitas e muito menos amizades perfeitas...
Deixamos de estar na ignorancia e caimos num mundo novo, abri-mos mais os olhos e vê-mos mais um pouco da nossa realidade...
Mas no fundo preferiamos ter aprendido tudo de uma maneira mais calma, que nos maguasse menos, que não tivesse que acabar com nenhuma amizade!
Porque agora, agora não mais conseguiremos acreditar na verdade do ser humano...

 A desilusão é apenas a maneira mais dura de crescer!



(Ja escrevi este texto à mais de um ano,  hoje volta a adequar-se ao que sinto.)

carf.

Inconstante

Não sei o que se passa com este tempo, hoje faz sol, amanhã chove e talvez depois neve, quando os dias deviam ser passados na praia com grandes mergulhos e sem preocupações andamos numa inconstante. Mas como posso eu julgar estes dias? Estas temperaturas? Este verão que parece tudo, menos um verão? Eu própria não ando constante, não ando com um sorriso de férias, não me ando a divertir como devia.
Ando como o tempo, estou como este verão, hoje com um sorriso do tamanho do mundo, amanhã triste por dentro e sem caminho a seguir. Dava tudo para ter um metro, brincar, sorrir e não me aperceber de nada do que se passa à minha volta, pensar que o mundo é fácil, que o amanhã será melhor e que tenho todo o tempo do mundo. Mas não, tenho um metro e sessenta e dou conta de tudo, e pior que isso, não tenho todo o tempo do mundo e sei bem que o amanhã não é garantido. Mais dia, menos dia, voltam as aulas, os problemas, os estudos e eu ainda não me sinto preparada, ainda há tanto para viver, estas férias estão a fugir entre os dedos e na verdade ainda mal as vivi.
Por mais que todos os dias adormeça a pensar que amanhã será diferente, quando acordo está tudo igual e não tenho meios, nem forças para mudar isto, resta-me viver e aproveitar os pequenos momentos.
Neste momento chove, ironicamente o meu estado de alma não é melhor que isso e ameaça continuar assim, talvez quando o sol voltar, volte o meu sorriso, o meu sincero sorriso.

carf.

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Mandato de Paz

Não foge à regra
As conversas divinas,
Desta terra
De gente cega

Não foge à língua
A tua pessoa
A boca mesquinha
Que te atropela...


    Motivo a saudade que não me traz...
    E foco-me no meu mandato de paz, a ti, aqui eu vim

Traz a alma
Que se reveste bem
Porque o que engana
É o que lá de fora vem


   Motivo a saudade que não me traz...
   E foco-me no meu mandato de paz, a ti, aqui eu vim

Mandato de paz, a ti... eu vim
Aqui... eu vim.
Somos doidos por ouvir
Quando nada há pra dizer.

Filipe P.

(Mais um tema, mais uma grande mensagem!)

carf.

domingo, 14 de agosto de 2011

Música: Crua Carne

Faz silêncio, e coloca o som no máximo...
Sabes que enquanto aqui estiveres tens o som de uma , duas, dez, cem, ou para ser mais precisa milhares de vidas a tocar, o som do silêncio, do medo e da angústia de muitos.
Escuta, a mensagem também é para ti, que julgas aqueles que passam diante dos teus olhos, não te esqueças ''gordura existe em quem não vê, o belo ser que lhe sorria''.

Música de fundo:
''Crua Carne''
Letra:Filipe Pinto

carf.

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Um dia...

Digo não, viro as costas, bato com a porta, sigo em frente sem sequer colocar a hipótese de olhar para trás e grito bem alto: ATÉ SEMPRE!
Rasgo o que posso, chega'me o coração e as suficientes lembranças que jamais um simples rasgão soluciona, tranco a gaveta do meu passado e giro, rodopio como se no centro do meu corpo estivesse um eixo e eu fosse leve, leve como o vento. Do meu rosto saí o sorriso da liberdade, embora as lágrimas pequenas e calmas caiam levemente, estou livre e mais do que qualquer sentimento, estas lágrimas demonstram como me custa esta liberdade!
Lá ao fundo, vejo a minha felicidade e não, não quero pensar que parte dela fica aqui, estou a ser demasiado forte e neste momento não posso quebrar, ou é agora, ou nunca será! Olho em frente, não sem antes recordar tudo, tremo, o meu coração bate cada vez mais forte, é aí que de novo o meu corpo rodopia, e sei que fiz a escolha certa, ali à frente vou ser Feliz!

Um dia será assim, embora eu ainda acredite que será para Sempre...

carf.

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Projecto de Despedida

Nunca deste muito para rir
E sobram rugas nessa tua face
    Guarda-me nesse canto
    Na lembrança da despedida, de nós...
 A ordem nunca foi para cumprir
 No pacto de fugir da solidão
 Deixa-me dizer-te o que vi, de ti
 O infortúnio ser, preso à própria mão...
     Assim guarda-me nesse canto
     Na hora da despedida, de nós...
Não, não não não quero eu fugir apenas deixa-me só!
Não não não não quero partir apenas deixa-me só!
Não não não não quero sair apenas deixa-me só!
No meu Projecto de Despedida, deixa-me só...
     Mas Guarda-me nesse canto
     Na hora da despedida, de nós...
Não, não não não quero eu fugir apenas deixa-me só!
Não não não não quero partir apenas deixa-me só!
Não não não não quero sair apenas deixa-me só!
No meu Projecto de Despedida, deixa-me só...

Filipe P.

(Mais um grande tema, que aumenta a vontade de ter o CD nas mãos, Força Filipe! )

Resto de Nada

Nada quero ser
Nada sinto ao ver, a indiferença
Já faz parte de mim
Não sei porquê...
Seguem vivos olhos
Atentos à cobiça que dás
Quando passo à tua frente
Já não sei porque não,
        Espero na hora, ouvir-te
        Afirmo o que sei, quando minto
        Sei ler-te bem
        Não sei que diabo sei
        Certo venho ver
        O resto do teu amor.
Entendo vagamente
Aquela inocência que jaz
Como o teu barco no fundo
Esse coração tão pobre...
   As coisas vão voltar a ser
   Não fui eu que quis saber
   O pouco amor que tens a dar
   Lembra ao meu corpo de não amar
   Ainda assim eu não sou bem
   O homem vivo do teu Mundo
   Do teu Mundo, no teu Mundo...
Filipe P.

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Máscara

Anseio pelo dia em que deixa cair a máscara, esta não esconde uma má pessoa como tantas vezes acontece, bem pelo contrário.
É daquelas pessoas que chega, brilha e arrasa, deixando todos de queixo caído. Nela vêem força, garra, poder e confiança, invejam a sua serenidade, e fragilidade nem acreditam que exista. Dia após dia vai sendo assim, age como se essa fosse ela e por vezes chega mesmo a acreditar que o é.
O seu rosto intacto muitas vezes dá lugar a lágrimas, no silêncio do seu mundo, mas depressa limpa a cara e mostra um olhar sedutor para o mundo exterior.
E é assim que vai vivendo, por detrás de uma máscara, que ninguém sonha existir. Vive o dia-a-dia mas o passado persegue-a e por ele continua a fingir. Do futuro sei que não espera nada, acredita que não será ninguém e se por acaso o for, continuará a ser por detrás duma máscara.
Erros e mais erros, todos eles cometidos por uma máscara. Vícios e mais vícios que se vão apoderando dela, para lhe permitirem uma falsa força.
A verdade é que sofre… E hoje sei que continuará a sofrer, a sua máscara está a apoderar-se dela, e tem pouco tempo para desistir de viver uma mentira.
Aos poucos, apegou-se à falsa vida e fez dela verdadeiramente sua, esquecendo a fragilidade, a humana e a grande alma que está escondida, cada vez mais vai perdendo a coragem para voltar a si e temo que em breve a pessoa para além da máscara morra.
Por breves momentos gostava que a conhecessem, a verdadeira, por mais que ela tenha medo de ser ela própria, acredito que muitos ficariam espantados, mas a admirariam.
Sabes bem que é sobre ti. Estou cá para tudo, meu anjo!

carf.

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

:D

Enquanto quiser viver isto vezes sem conta, estou viva!
carf.