O mundo insiste em juntar a palavra ‘’melhor’’ com a palavra ‘’amigo/a’’ e eu continuo sem perceber esta junção.
Desde pequenos que nos habituamos a usar este termo, mas raramente pensamos nele, esquecemo-nos de que estamos a perder a essência da palavra ‘’amigo’’.
Na palavra ‘’amigo’’ está tudo, está a partilha, a confiança, o amor, o sentimento, a verdade, em uma só palavra estão milhões de sentimentos, é das palavras mais puras e verdadeiras que existe, mas como tantas outras coisas, acabamos por torná-la banal.
Hoje, qualquer um é nosso amigo, basta conhecê-lo, para distinguir este ou aquele que passa mais tempo connosco ou que nos atura tudo, juntaram-lhe o melhor.
A verdade é só uma, não há piores nem melhores, há amigos! E por muito que custe ouvir isto, não vale a pena negá-lo. Aqueles que consideramos melhores amigos, se for por serem os que estão lá, os que nos ouvem, aqueles em quem confiamos, os puros, então esse são os nossos amigos, todos os outros não são mais que meros conhecidos.
Sim, todos temos o direito a chamar às pessoas aquilo que queremos (dentro de certos limites), mas por vezes ao fazê-lo estamos a banalizar palavras, estamos a esquecer o sentimento, magoamos pessoas. ‘’Pessoas’’, é isto que não podemos esquecer, estamos a falar de pessoas, pessoas como eu e como tu, que só precisam de um amigo, não pedem mais do que isso.
Talvez da próxima vez, que dissermos um ‘’olá’’ a alguém, pensemos que não é esse ‘’olá’’, que vai fazer com que seja nosso amigo, e que todos os outros a quem dizemos ‘’olá, tudo bem?’’ sejam nossos melhores amigos! A amizade é muito mais que isto, e não precisamos de ter melhores amigos, chega-nos amigos, amigos verdadeiros e puros!
Ninguém pede um Melhor Amigo/a, chega-nos um/a verdadeiro/a Amigo/a!
carf.


