Digo não, viro as costas, bato com a porta, sigo em frente sem sequer colocar a hipótese de olhar para trás e grito bem alto: ATÉ SEMPRE!
Rasgo o que posso, chega'me o coração e as suficientes lembranças que jamais um simples rasgão soluciona, tranco a gaveta do meu passado e giro, rodopio como se no centro do meu corpo estivesse um eixo e eu fosse leve, leve como o vento. Do meu rosto saí o sorriso da liberdade, embora as lágrimas pequenas e calmas caiam levemente, estou livre e mais do que qualquer sentimento, estas lágrimas demonstram como me custa esta liberdade!
Lá ao fundo, vejo a minha felicidade e não, não quero pensar que parte dela fica aqui, estou a ser demasiado forte e neste momento não posso quebrar, ou é agora, ou nunca será! Olho em frente, não sem antes recordar tudo, tremo, o meu coração bate cada vez mais forte, é aí que de novo o meu corpo rodopia, e sei que fiz a escolha certa, ali à frente vou ser Feliz!
Um dia será assim, embora eu ainda acredite que será para Sempre...
carf.

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