segunda-feira, 25 de junho de 2012

Três anos depois...

Dei por mim a rir sem sentido, ironicamente estava a voltar a escrever e o calendário ao meu lado dizia que estava a fazer três anos que tudo tinha começado.
À três anos tinha escrito um dos meus primeiros textos assinados por ‘’carf’’ e começava aí uma paixão improvável, eu e as letras desabafávamos horas e horas sem termos de nos justificar.
Indirectamente és tu a razão dos três anos, indirectamente foi graças a ti que comecei a escrever, tu que durante três anos tens feito parte de mim, hoje perto e amanha demasiado distante para o meu coração entender, mas tens sido sempre tu.
De maneira inexplicável apareceu um ‘’nós’’ que as letras uniram, mas que a insegurança e ambição do ser humano separaram e hoje não é mais do que um ‘’eu’’ e um ‘’tu’’.
Custa acreditar que te perdi, que nada será como foi, mas na vida tudo tem um tempo e talvez o nosso tenha passado ou quem sabe ainda nem tenha chegado e tudo isto seja apenas uma aprendizagem.
A verdade é que passados três anos, depois de uma longa paragem, o gosto voltou a despertar em mim, talvez não seja mais um acaso da vida, mas sim a prova que nada acontece por acaso.
Em cada letra que escrevo volto a pensar se não estarei eu novamente a desabafar com o papel, por sentir que não posso desabafar contigo, a verdade é que as saudades que eu sentia de escrever são as saudades que sinto de ti, do nós.


Quem sabe se um dia não me irei rir sem sentido porque te voltei a ter por perto.

carf.
 

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