Vai-te embora, foge mais uma vez e esquece tudo!
Vai-te embora, finge que nada aconteceu e que foram apenas mais uns meses! Vai, deixa-me assim!
Vai-te embora, não olhes para trás, nunca o fizeste, não será agora que o farás!
Tu, que chegas e colocas o mar no meu olhar e fazes do meu sorriso o sol, Vai…
Iluminas tudo por onde passas, metes verdade e esperança na alma do meu ser, e agora como sempre fazes, partes. Vais embora como se nada mais importasse, deixas-me assim.
Tu, o único, que me inspiras liberdade, me fazes querer rebolar na relva, mergulhar no mar, cantar noites inteiras. Tu, que voltas sempre na mesma altura! Tu, que vais sempre na mesma altura.
Este ano chegas-te meio zonzo e estives-te sempre inconstante sem saber bem o que querias, e assim partes, tal como chegas-te, como permaneces-te, partes inconstante!
Jurei não chorar, será assim a cada ano, mas tens de compreender, tu partes e o meu corpo fica gelado, a liberdade diminui e passa a ser a casa o meu ponto de abrigo.
Só te quero dizer que, apesar de este ano não teres sido o melhor, teres até sido um pouco secante, eu perdoo-te, porque sei que voltarás mais quente, mais aventureiro, mais alegre e mais refrescante para a minha alma…
Agora vai, vai-te embora, vai aquecer outro corpo…
Vai-te embora…
...Verão!
carf.